Pantera sofre com início lento nos mapas, tenta reação heroica, mas esbarra no poderio asiático e se despede do torneio com premiação de R$ 258 mil
A campanha brasileira na PGL Cluj-Napoca 2026 chegou ao fim de forma amarga. Em uma série de quartas de final que começou no último sábado (20) e se estendeu, a FURIA acabou superada pela The MongolZ por 2 a 1 e deu adeus à competição realizada na Romênia. O duelo, que colocou frente a frente dois dos times que vinham em ascensão no campeonato, foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, marcada por um velho fantasma que assombrou os brasileiros: os halves iniciais.
O Pesadelo dos Primeiros Tempos
A série começou na Mirage, mapa escolhido pelos asiáticos. E a The MongolZ justificou a escolha com uma atuação avassaladora no primeiro tempo. A FURIA simplesmente não existiu no lado TR, sofrendo uma pressão absurda e vendo o placar apontar um preocupante 9 a 3 no primeiro half. Na volta, a situação não melhorou, e os mongóis fecharam o mapa em 13 a 3, impondo um 1 a 0 na série e ligando o alerta na FURIA.
Se a esperança era de uma reação imediata na Ancient, o segundo mapa começou com um déjà vu. Mais uma vez, a The MongolZ dominou o half inicial, repetindo o placar de 9 a 3. Dessa vez, porém, a FURIA mostrou a raça que a consagrou. Do lado CT, os brasileiros simplesmente atropelaram. Com uma defesa sólida e ajustes táticos que funcionaram perfeitamente, a equipe comandada por FalleN emplacou impressionantes 9 pontos seguidos, virou o jogo e fechou a Ancient em 13 a 10, levando a decisão para a Nuke.
Nuke e o Adeus ao Sonho
O terceiro e decisivo mapa seguiu o roteiro dos anteriores para os brasileiros. Mais uma vez, a The MongolZ venceu o half inicial por 9 a 3. Dessa vez, no entanto, a reação veio diferente. A FURIA até conseguiu diminuir a vantagem e esboçar uma virada, mas perdeu o pistol da segunda etapa, um golpe duro nas chances de reação. Os asiáticos, confiantes, administraram a vantagem e fecharam a Nuke em 13 a 10, carimbando o passaporte para as semifinais.
A Sombra dos Números Individuais
A eliminação deixou um gosto amargo especialmente quando se observa o desempenho individual dos jogadores. Enquanto a The MongolZ teve um concerto de atuações, com Anarbileg “cobrazera” Uuganbayar (48-35, 1.34 de rating) e Usukhbayar “910” Banzragch (50-35, 1.29 de rating) simplesmente imparáveis, o lado brasileiro penou para encontrar consistência.
Yuri ‘yuurih’ Santos até tentou segurar as pontas, liderando a FURIA em rating (1.03) com 41-42 de K/D, mas Kaike ‘KSCERATO’ Cerato ficou abaixo do que costuma apresentar (40-41, 0.96 de rating). O grande problema, no entanto, foi a dupla de entrada. Tanto o letão Mareks ‘YEKINDAR’ Gaļinskis (32-47, 0.80 de rating) quanto o ucraniano Danil ‘molodoy’ Golubenko (35-42, 0.88 de rating) tiveram séries para esquecer. O experiente Gabriel ‘FalleN’ Toledo também não conseguiu encontrar o impacto necessário, fechando com 31-46 e 0.78 de rating.
O Que Vem Por Aí
Com a eliminação, a FURIA se despede da Romênia na 5ª/8ª colocação, ao lado de equipes como NAVI e Falcons. Pela campanha, a organização brasileira embolsa US$ 50 mil (cerca de R$ 258 mil na cotação atual).
O calendário, porém, não dá trégua. O próximo compromisso confirmado da FURIA é o Stage 2 da ESL Pro League Season 23, que acontecerá de forma online a partir do dia 6 de março. Depois disso, os brasileiros já têm compromisso presencial marcado: a BLAST Open Rotterdam, que começa no dia 18 de março. O desafio agora é assimilar a derrota, corrigir os erros e voltar mais forte para a sequência da temporada.









